Sobre o Amilenismo – parte II
- Romulo Sousa

- 9 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de nov. de 2025

Olá!
Em Ap 20.6 lê-se: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição. Sobre esses a segunda morte não tem poder”. Considerando que exista segunda ressurreição e primeira morte, quais as identidades destas ressurreições e destas mortes?
Conforme teologia tradicional, a primeira ressurreição é o novo nascimento e a segunda ressurreição é a glorificação final dos crentes (novo corpo livre do pecado); a primeira morte é a morte espiritual, originada do pecado original e a segunda morte – de acordo com o que Jesus mostrou a João – é a condenação final, diante do juízo descrito no Ap 20.
Este ensino se acomoda com as Escrituras Sagradas?
A narrativa de João em Apocalipse demonstra uso do tempo verbal - na nossa língua – da experiência que ele viveu, que ele “viu”, como está escrito “e vi” ou “vi”. O uso da palavra “viver” para vida espiritual assume ora o significado de novo nascimento, ora o significado da glorificação final, pois, o mesmo João que registra a visão é o mesmo que registrou o ensino do Sr. Jesus em Jo 5.24-27, onde: no s versículos 24 ao 27 expõe a autoridade e atividade do Filho de Deus em ressuscitar os mortos chamados à fé que depois creram (considerando a expressão “vem a hora e já chegou”, citada pelo mesmo Jo 4.23,24). Ap 20.4 evoca os crentes de Esmirna (Ap 2) que “não sofreram o dano da segunda morte”, aqueles que já venceram (aqueles da sua época). A segunda morte está diretamente ligada a segunda ressurreição. Assim, a recompensa implicíta é: NÃO SER CONDENADO. Assim, a recompensa de reinar “com Cristo por mil anos” é quem passou pela primeira ressurreição.
Quem são os crentes que receberam esta recompensa?
São os crenres que estão clamando por justiça (Ap 6.9), a família que está no céu, e os crentes que receberam o livro do Apocalipse, a família que está na terra, que perseveram na fé em Cristo Jesus (Ap 6.9; Ef 3.14,15), semelhante às igrejas citadas no livro. O tempo verbal na nossa língua indicava a promessa àqueles crentes que tem parte nesta primeira ressurreição (os verdadeiros crentes), conforme “a hora vem e já é”, que nasceram novamente, os verdadeiros salvos. As igrejas da Ásia estavam sendo sendo chamadas ao arrependimento, pois, sabe-se que há a igreja invisível e a visível. Portanto, o chamado é para todos, ainda que Cristo já tenha salvado alguns.
Lembre-se: a separação do joio e do trigo será no final…

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