Sobre o "Novo", o "Renovo" e a "Renovação"
- Romulo Sousa

- 23 de out. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 4 de nov. de 2025

Olá,
“Novo” ou “novidade”, no contexto bíblico, significa algo que não
existia e que passa a existir, porém, pode estar relacionado a algo intimamente novo, ainda que algo semelhante já exista. Daí surge a palavra “Renovo” com a ideia de “Renovação”, mas “Renovo” também significa broto, como as árvores costumeiras da terra de Israel, no período dos profetas, árvores que periodicamente voltam a produzir frutos novos e, por fim, maduros.
Refletindo nestas palavras, temos que “Renovação” não existe sem o “Novo”. A conexão entre estes termos e seu significado só é possível por causa do “Renovo”. Por quê?
Em Ap 21.5, o “Novo” anunciado pelo Senhor Jesus Cristo fala de algo que nunca existiu e que passa a existir, como os dias da “criação dos mundos” (Hb 11.3). “Novos céus e nova terra” nunca ainda não foram vistos, conforme a realidade vista por João. Mas dependendo da referência ou perspectiva entende-se que algo é feito do que já existiu. Neste sentido usa-se a palavra “Renovação”, porém, a renovação só tem valia ancorada no “Novo”, i.e., quando Deus declara “eis faço nova todas as coisas”, ele se refere a que? O que são “todas as coisas”? Ele cria algo profundamente superior ao que já existia. Deus cria o homem, este cai, Deus o levanta e o corpo ainda é o anterior, mas no último estado será surpreendente superior, totalmente novo em relação aquele que foi criado em Adão. Quer dizer que a definição de corpo constituinte, criado no início não mudou. O que vai mudar é a substância deste corpo (1Co 15.35-49):
“35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?
36 Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer;
37 e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.
38 Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado.
39 Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes.
40 Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.
41 Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.
42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.
43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.
44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
45 Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.
46 Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.
47 O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.
48 Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.
49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.”, conforme versão ARA.
Já os animais como o leão, o cordeiro, etc., serão como antigamente…
Em Is 4.2 o “Renovo” é apresentado como Ungido do Senhor, o Senhor e Salvador procedente de Jerusalém, como o broto de uma árvore. Ele revela o “Novo” e estabelece o “Renovo”, a “Renovação”, purificando Jerusalém de sua culpa. Este estado glorioso comunica a Nova Aliança onde todo o judeu que crer em Jesus será salvo e as bem-aventuranças desta salvação e o vislumbre dos santos na glória.
Por fim, Rm 12.2 expõe a “Renovação” como o processo de aperfeiçoamento da vida santa, produzindo uma mente transformada e superior a anterior (a velha mentalidade) como o processo da lagarta à borboleta.
Nesta reflexão, Rm 12.2 é o trecho de fechamento para aplicação pessoal desta reflexão que esclarece:
1. O “Novo” nascimento, a ressurreição “espiritual” dentre os
mortos “espirituais”;
2. A “Renovação” da mente, o processo dentro do processo,
buscando crescimento e amadurecimento espirituais;
3. O “Renovo”, Cristo Jesus, o autor do “Novo” e consumador da
“Renovação”, não somente devolve o estado da criação
originalmente livre, mas a eleva, infinitamente, nesta novidade
de “todas as coisas”.
Deus te abençoe sempre!
REFERÊNCIAS:



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