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A Oração dos Filhos de Deus

  • Foto do escritor: Romulo Sousa
    Romulo Sousa
  • 28 de jan.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 2 de fev.

Orando a Deus na era contemporânea
Orando a Deus na era contemporânea


Olá!


“No que diz respeito a Deus, a oração é apenas um reconhecimento sensível de nossa dependência dele para a sua glória… No que diz respeito a nós mesmos, Dus requer de nós a oração… Orações fervorosas, tendem de muitas maneiras a preparar o coração”. O Deus Altíssimo que ouve orações, Jonathan Edwards.


“Nenhum ser humano teve um entendimento mais profundo da soberania de Deus do que Jesus… Ele se prostou a vontade do Pai… Então a oração muda a mente de Deus? Não. A oração muda as coisas? Sim, é claro”. R. C. Sproul.


Cada um dos trechos foram tirados dos seus contextos com o proposito de falar da soberana vontade de Deus e da sujeição da vontade criativa de Deus. Segundo as Escrituras, as nossas orações serão ouvidas se lhas estiverem de acordo com a vontade deste Deus. Tão logo sabemos a sua vontade, devemos orar para que seja cumprida.


Porém, se o que ele quer acontece e “nenhum dos seus pensamentos podem ser impedidos”, por que ainda devemos orar? Se tudo o que é bom e perfeito Deus determinou aos que creem em Jesus, por que orar?


Nas palavras dos teólogos acima, a oração reconhece o Deus como único existente, eterno e soberano. Deus determinou que todo aquele que se aproxima com fé dele, ore. Para que possamos experimentar as bondosas e agradáveis e perfeitas vontades divinas. Devemos estar submissos, humildes e obedientes à Deus. Nosso coração imagina e deseja muitas coisas nocivas e pecadoras, de modo que tudo que vem de Deus necessita de corações santos, como ele é santo. Assim, como os pensamentos e caminhos dos homens são diferentes dos de Deus, nenhum coração insensato e obscurecido conformar-se-á aos desígnios benditos do Senhor.


Ao pedir pão, Deus não dará pedra. Podemos entender que pedra é tudo o que parece ser pão ou algo bom que supra a necessidade. Deus não dará algo mau ou impróprio a natureza, o que nos trará males. Por exemplo, Deus não nos dará vida financeira, como muitos de nós imaginamos se tal “benção”, na verdade, será laço de engano, traição e rebeldia ao próprio Deus e ao seu próximo, que pode ser sua família também.


Os milagres de Jesus aconteceram para pessoas que creram que Jesus era enviado de Deus como o Salvador de Israel, com suas exceções; estas pessoas sabiam que havia algo a mais naquele homem que elas não tinham como descrever. Os milagres não se restringiram somente na esfera do corpo, mas na alma e no espírito. Quem podia perdoar pecados senão Deus? E próprio Deus estava entre eles.


Assim, cada milagre acontecia não somente porque pediram, mas porque pediram segundo a vontade de Deus, por meio de Jesus. “A oração do Pai-nosso” cataliza e direciona nosso coração à vontade de Deus para estarmos certos que ele nos ouve.


Quem podia perdoar pecados senão Deus? E próprio Deus estava entre eles.

Considere as passagens bíblicas abaixo:


"¹¹ Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais."

Jeremias 29.11


"⁴⁰ E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me.

⁴¹ E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.

⁴² E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo."

Marcos 1.40-42


"¹¹ E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.

¹³ Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e chamarás o seu nome João."

Lucas 1.11,13


"²⁰ E, pensando ele nisto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;

²¹ E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

²² E, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, dizendo;

²³ Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamarão seu nome Emanuel, que traduzido é: Deus conosco."

Mateus 1.20-23


No Breve Catecismo de Westminster consta:


Pergunta 99: Que regra Deus nos deu para o nosso direcionamento em oração?

Resposta: Toda a Palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração, mas a regra especial de direcionamento é aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos, e que geralmente se chama a "Oração Dominical" (o Pai Nosso).


Os textos acima deixam claro que Deus é bom o tempo todo. Deus não criou o homem para a queda, porém, a queda do homem foi permitida para que a divina soberania, a divina providência, o divino amor e o divino juízo. Fosse revelada mais profundamente, revelando-se aos homens de geração em geração, pavimentando o caminho para a reconciliação de ambos, o homem com Deus. Este é um dos pensamentos de Deus. A divina providência ordenou o nascimento virginal do Filho de Deus é resposta das orações dos judeus do passado, ainda que presente não admitam. Como a oração honra a Deus, ele decretou como esta oração devia ser feita, e deve ser cumprida deste modo porque ele o quis.


O Rev. Leonnard T. Van Horn comenta:


“Se não tivéssemos princípios gerais da Palavra de Deus em nossa mente

seria impossível orarmos acertadamente (Rm 10.14)


Portanto, ore, gostando ou não, porque esta é a vontade de Deus.



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