Operação Natal: a humanidade e o seu segredo
- Romulo Sousa

- 20 de dez. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 4 de nov. de 2025
Olá!
Neste mês, celebramos fraternalmente, quase que por todo mundo o Natal. Felicitamos quem podemos felicitar. A esperança de um mundo melhor, com amor, paz e alegria mais abundante enche os nossos corações de expectativas para um amanhã melhor.
Querido leitor ao ver duas cenas em dois filmes, resolvi compartilhar minha reflexão sobre o que estas cenas transmitem e qual deveria ser a nossa real forma de ver, tanto este momento festivo como a situação da humanidade.

Primeiro, começo com o filme “12 homens e outro segredo” (2004), disponível na MAX (streaming), estrelando George Clooney e Brad Pitt, atores consagrados, dentre outros. Este filme é continuação do primeiro, “12 homens e um segredo”, onde neste, 11 homens tem a mesma postura e vida do 12°, Danny Ocean, que possui uma espécie de código de honra: “não ferir ninguém”, “não roubar quem não mereça” e “seguir o plano aconteça o que acontecer”¹.
Na cena, Danny Ocean (George Clooney) está conversando com seu parceiro Rusty Rian (Brad Pitt) e dividindo seu olhar sobre sua própria vida de crimes: “Não consigo desviar o pensamento, está em mim. Entramos em um lugar e só consigo ver as possibilidades. É o que eu faço. O que sempre fiz. Eu adoro! Não sei. Uma estranha ironia. Tess me vendo ansioso devido à abstinência. Ouça. Sabe, o mundo enlouqueceu e você…”
Meu leitor, como sou amante de filmes, desde sempre, vi nos filmes gospel uma forma de nutrir minha mente com assuntos do reino de Deus. Porém, nunca deixei de apreciar outros filmes de outras culturas, incluindo a pop. Sempre pensei que, seja qual o for o filme, estaria vendo algum “estilhaço” de revelação da palavra de Deus à humanidade, p. ex., neste filme, está subtendido o mandamento “não roubarás”. Segundo li na sinopse do filme, este também faz parte da classificação de comédia¹.
Você se pergunta: “Ah! Pastor Romulo, quem não pode perceber isso atualmente?” Pois é! Mas quando penso no mandamento cravado no coração da humanidade (Rm 2.15,16), lembro do caos pecaminoso que nós nos metemos. Como disse o personagem: “o mundo enlouqueceu”. Loucos pelo pecado. Loucos pelas transgressões. Loucos pela iniquidade. Obedientes aquele a qual nos subjugamos através do pecado, “o príncipe das potestades do ar” (Ef 2.1-3).
Compreendendo as palavras de Danny Ocean, a humanidade tem o seu segredo: ela gosta de pecar, ela ama o pecado, e não tem como se livrar dele; o pecado está na humanidade, mesmo sob a menor chance de fazer o bem, ela pende para o mal (Rm 7.15). É quem somos! Naturalmente escravos (Rm 3.10-18), presos espirituais, sem a menor chance de nos livrar por nós mesmos… Como animais irracionais nos corrompemos (Jd 10). E deixo claro: não é o “segredo” de ordem moral, delimitado simplesmente a vontade do indivíduo de mudar ou não; está diretamente ligado a escravidão da vontade, de ordem espiritual (Rm 3.10).
A Justiça tratou de julgar o homem quando ele transgrediu o mandamento “não comerás”, quando esta humanidade - em Adão - tinha vontade livre. Esta mesma humanidade, pela necessidade inata da procura por salvação, busca elementos nas culturas que promovam este clamor íntimo e tenta “tatiar” um salvador.

No filme “Operação Natal” (2024)², aparece uma cena com os personagens Jack O’Malley (Cris Evans) e Callum Drift (Dwayne Johnson), onde Drift fala sobre o Papai Noel, Santa Claus (J. K. Simmons), descrevendo-o como uma divindade a qual Jack havia desacreditado desde os 12 anos. A fala de Drift ao Jack é a seguinte: “É o propósito dele (Papai Noel). (…) Ele é uma força única no universo. (…) Ninguém pode fazer o que ele faz. Ele sabe quando você está dormindo e quando está acordando. Ele sabe disso sobre cada pessoa nesse planeta. Ele tem uma lista do tamanho de uma cidade, que ele checa duas vezes. Se você tentasse ler esta listra uma vez, levaria dez anos. E ele só consegue fazer isso porque ele é o Papai Noel. O primeiro e único. E ninguém mais pode cumprir a missão dele. (…) Espalhar alegria. Bons sentimentos.”
Querido leitor, quando ouço este tipo de mensagem, claramente vejo a necessidade humana da alegria e outros sentimentos bons no mundo sombrio que vivemos. Ignorando todas mensagens externas sobre o Caminho, a humanidade busca a glória dos homens em detrimento a glória de Deus. O Papai Noel é uma figura divinizada que a humanidade criou, fruto do coração da mesma, pois, cabe milimetricamente na compreensão humana.
O Deus dos Cristãos, não! Ele é: quem criou “os céus e a terra” (Gn 1.1); foi ele criou “o homem à sua imagem”, e a mulher também (Gn 1.27); não há nada que não saiba da humanidade e é ele que “conhece o meu deitar e o meu levantar” (Sl 139.3); não há nada “demasiadamente impossível para ele” (Gn 18.14); “antes de existir dia ele é” (Is 43.13) e mesmo “no princípio” todas as coisas (Jo 1.1); ele é quem continua espalhar alegria, bons sentimentos, libertação e salvação (Is 61.1,2); ele “habitou entre nós” (Jo 1.14) e “continua em nós” (Rm 8.9,15,16), para os que creem nele; ele é o salvador da humanidade (Jo 3.16) e o verdadeiro espírito do natal (Ap 22.6,7) que salva e dá vida as famílias da terra (Gn 12.3)!
Enquanto a humanidade resistir a Deus, Deus a resistirá. Somente quando alguém atende ao seu chamado é que ele se aproxima e dá vida, justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
Referências:
Imagens:
12 Homens e outro segredo:
Operação Natal:



Comentários