O Testemunho do Pecado: A Lei (Episódio 3)
- Romulo Sousa

- 17 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: há 5 dias

Olá!
Devido a transgressão, tornamo-nos devedores a Deus e nascemos TODOS escravos e mortos espiritualmente. Deus não deixou o homem e sua descendência à revelia: imprimiu em nossos corações a sua lei, os famosos dez mandamentos, mesmo que ainda existisse o registro documental. Contudo, a lei em si não salva; a lei no coração não se apresenta claramente por causa o pecado em nós. Ainda que claramente se apresente pela Bíblia, não conduz o homem ao Caminho da Salvação.
Jesus declarou: “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” Jo 8.34. Paulo reforça que somos “vendidos à escravidão do pecado” Rm 7.14.
Agora, observe o texto bíblico “aos Efésios”, capítulo 2, versículo 1 ao 3:
“1Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,
2nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.
3Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira.”
Morto não coopera para reviver.
Com base no texto bíblico acima, considere a Confissão Escocesa, Capítulo 3 “Do pecado original”, artigo 1:
“Por essa transgressão, geralmente conhecida como pecado original, a imagem de Deus foi totalmente deformada no homem, e ele e seus filhos se tornaram, por natureza, inimigos de Deus, escravos de Satanás e servos do pecado”.
Esta escravidão envolve:
vontade inclinada ao mal: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.” Rm 7.18;
incapacidade de agradar a Deus por si mesmos: “Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.” Rm 8.8;
domínio espiritual, não apenas moral: “2nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.” Ef 2.2.
A escravidão do pecado não significa apenas que cometemos erros, mas que nossa natureza está inclinada contra Deus. Somos incapazes de amar a Deus como deveríamos e de cumprir Sua lei perfeitamente. A lei revela nossa condição, mas não pode nos libertar. Ela é o espelho que mostra nossa sujeira, mas somente Cristo é a água que purifica. Por isso, o Evangelho não é um complemento à moralidade, mas a única esperança de libertação verdadeira.
É importante acrescentar que o pecado original produz:
culpa — estamos legalmente condenados em Adão: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;” Rm 5.12;
corrupção — nossa natureza foi afetada: “Sei que sou pecador desde que nasci; sim, desde que me concebeu minha mãe.” Sl 51.5.
Conclui-se que o problema é legal e interno. Mas primeiramente interno e depois legal. Claramente uma relação de causa e efeito. Vale ressaltar que o primeiro homem não tinha pecado e “a tentação” podia ser resistida com toda a sua força e vencida com um simples “não”. Porém, o primeiro homem, doravante Adão, decidiu usar sua total liberdade para desobedecer a Deus ao dar ouvidos a serpente.
Por isso, o Evangelho não é um complemento à moralidade, mas a única esperança de libertação verdadeira.
Então, para que serve a Lei?

A lei foi destinada a ser “um espelho” onde nos vemos quem realmente somos, mas “não é sabão”, pois, não pode limpar. Só Cristo o pode fazer. Veja:
“Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.” Rm 3.20.
“Que diremos então? A Lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não cobiçarás’.” Rm 7.7.
“Mas quem suportará o dia da sua vinda? Quem ficará em pé quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão do lavandeiro.” Ml 3.2.
“A lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo” Gl 3.24.
Reformados acreditam que o homem essencialmente escravo não há como alcançar a liberdade sem a graça salvadora e irresistível de Deus em Jesus Cristo, cooperando o Espírito Santo por meio da pregação do Evangelho que atrai todos ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. Pentecostais acreditam o nível a liberdade do pecado pode ser decidido pela livre aceitação ou rejeição da mensagem do Evangelho, apesar de ambos acreditarem na total escravidão espiritual humana. Católicos romanos acreditam na moral corrompida e não na natureza corrompida, bastando apenas buscar aprender os ensinos do Senhor Jesus e praticá-los.
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