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Eu sou pecador? Como assim? (Episódio 2)

  • Foto do escritor: Romulo Sousa
    Romulo Sousa
  • 3 de fev.
  • 4 min de leitura
O pecado original e a salvação em Cristo
O pecado original e a salvação em Cristo / Lovart



Olá!


Continuando…


Eu sou pecador? Como assim?


Não há outro meio pelo qual conhecemos que somos pecadores a não ser pela Bíblia. Ela claramente ensina que o homem vivia livre e livremente fazia toda vontade pelo bem comum. Esta liberdade só era possível pelo estado de graça que Deus o constituiu, tendo como mandamento “não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Quando o homem acreditou que toda a sua vontade incluía a transgressão do mandamento da vida, ele caiu em desgraça e foi destituído da glória de Deus.


A Confissão de Fé Escocesa, Capítulo 3° (Do Pecado Original), artigos 1-2 declara:


“Por essa transgressão, geralmente conhecida como pecado original, a

imagem de Deus foi totalmente deformada no homem, e ele e seus filhos se

tornaram, por natureza, inimigos de Deus, escravos de Satanás e servos do

pecado,1 de modo que a morte eterna tem tido e terá poder e domínio sobre

todos os que não foram, não são e não forem regenerados do alto.2

Sl 51:5; Rm 5:10; 7:5; 2Tm 2:26; Ef 2:1-3 (negrito e itálico meus)


O pecado não afetou apenas o comportamento humano, mas a própria natureza do homem. Ele afetou nossos pensamentos, desejos, afetos, decisões e relações. A queda produziu:


  • corrupção da mente: “⁷ Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.”  (aos Romanos 8.7);


  • inclinação ao mal “⁵ Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;”  (Gênesis 6.5);


  • cegueira espiritual: “⁴ nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” (2Coríntios 4.4);


  • incapacidade espiritual e moral de buscar a Deus “¹⁰ como está escrito: Não há justo, nem um sequer, ¹¹ não há quem entenda, não há quem busque a Deus; ¹² todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”  (Romanos 3.10-12, negrito meu).


Nenhum esforço religioso, moral ou filosófico pode remover a culpa do pecado. A Bíblia afirma: “Estando mortos em nossos delitos e pecados…” (Ef 2.1) O problema do homem não é falta de informação (revelação), mas morte espiritual.


Antes da queda, o homem era amigo de Deus e este do homem; quando homem transgrediu e pecou, ambos se tornaram inimigos, porém, o Eterno revelou todo o seu divino poder e divindade mostrando ao homem sua misericórdia e compaixão, garantindo a semente que aniquilaria o mal para sempre. Contudo, seu ser santíssimo não poderia permitir que o pecado ficasse impune, nem quem o motivou e nem quem o consumou.


Assim, o homem e também sua mulher conheceram a morte, resultado do pecado e o seu novo senhor, o diabo. Como deram ouvidos ao iníquo, agora estavam a mercê dele e destinados à morte e ao inferno.


O pecado não é apenas um erro ou uma fraqueza: é rebelião contra Deus. Por causa

dele, somos incapazes de salvar a nós mesmos.


A boa notícia é que, mesmo diante da queda, Deus providenciou salvação em Cristo, o

segundo Adão, que vence o pecado e restaura nossa comunhão com o Pai. Desde Gênesis 3.15, Deus revelou que a solução não viria do homem, mas da semente da mulher. Cristo é: o segundo Adão (Rm 5) o Cordeiro que tira o pecado (Jo 1.29) o mediador da nova aliança (Hb 9). Onde o primeiro Adão caiu, o segundo Adão venceu. Reconhecer o pecado não nos leva ao desespero, mas à cruz.


Reformados e Pentecostais acreditam que todos os homens nascem naturalmente escravos do pecado, e não há nada de bom e proveitoso no homem que agrade a Deus e o impeça de sua ira contra o pecado. Para os católicos romanos, o homem não nasce escravo de Deus ou da natureza humana, mas nasce escravo do pecado devido ao pecado original, o que permite o homem a decisão final deixar ou não comportamentos pecaminosos. Somente quando entendemos a gravidade do pecado, valorizaremos a graça, entenderemos o Evangelho e dependeremos de Cristo.


Reconhecer o pecado não nos leva ao desespero, mas à cruz.

Nas palavras de Paulo aos Filipenses:


“⁸ Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo

e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;


Filipenses 3.8-10


e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, 2. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé,


Hebreus 12:1–2


A carreira já iniciou e está aberta estritamente aqueles que creem no Senhor Jesus Cristo. Ele é nosso prêmio, vitória, recompensa, galardão e herança, Ele é a vida!



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Próximo post: Nascemos escravos do pecado?



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