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Fé e Graça, o que vem primeiro?

  • Foto do escritor: Romulo Sousa
    Romulo Sousa
  • 4 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura
A soberania da graça e o despertar da fé no coração humano.
A soberania da graça e o despertar da fé no coração humano / Lovart

Olá, eu sou o Pr Romulo Sousa.


Na reflexão de hoje, quero compartilhar a instrução de Paulo à Igreja em Roma, capítulo 3, versículos 23 ao 26.


O Senhor Jesus conduz o Apóstolo Paulo no entendimento que todos os homens são pecadores, como está escrito: “pois já temos demonstrado que todos… estão debaixo do pecado”. Citando o livro dos Salmos, o Apóstolo reforça que as Escrituras Sagradas sempre deixaram claro que a Lei de Deus está registrada no Antigo Testamento e no coração dos homens (c.f. Rm 2.15). Após o encontro de Paulo com o Senhor Jesus anos atrás na estrada em direção à Damasco, compreendeu que judeus e gentios são escravos do pecado e que ninguém que confie na Lei somente poderá ser livre da ira de Deus, mesmo os circuncisos.


O Apóstolo dos Gentios evangeliza a Igreja em Roma lembrando-os que:


1) a obediência a Lei não atrai a Justiça de Deus;

2) a confiança dos circuncidados esconde o orgulho humano em confiar em si mesmos para absorvição diante de Deus;

3) todos são culpados, “não há justo, nem um sequer” e estão destinados a condenação; e

4) “todos… carecem da glória de Deus”.


Ora, a glória de Deus neste ponto é a redenção que há em Cristo Jesus no seu sangue. E esta redenção é aplicada por Deus através da fé em Deus.

Ao que parece, a Igreja em Roma estava questionando o lugar dos gentios na redenção e o papel do judeus dentro da própria Igreja. Se é assim, Paulo coloca cada “pingo em seu ‘i’”, cada um seu devido lugar.


A partir de então, encontro no trecho de nossa reflexão a menção das palavras “graça” e uma vez “fé” duas vezes. É necessário fé para sermos justificados em Cristo Jesus. Este é a propiciação dos pecados de todos nós, o meio de participar do favor da graça (Rm 3.24). A fé é exigida de nós para não confiarmos em nós e qualquer outro meio que não pode livrar da Ira de Deus, como está testemunhado pelo Apóstolo, ao citar o livro dos Salmos: “não há quem entenda, não há quem busque a Deus”. De acordo com as Escrituras, somente o Filho de Deus poderia ser morto “pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades”, e por meio dele ter paz, a paz do perdão dos pecados. Assim, temos que somos justificados por Deus gratuitamente mediante a fé; todo orgulho da circuncisão é aniquilada, bem como qualquer outro meio é destruído.

A fé é exigida de nós para não confiarmos em nós e qualquer outro meio que não pode livrar da Ira de Deus,

Ora, ao escrever a Carta aos Romanos, “Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo”, mostra claramente que a humanidade é convencida a crer em Deus “por meio das coisas que Deus fez”. Porém, este testemunho e esta ação divinas não são capazes “sozinhas” de converter pecadores à graça de Deus. A mesma graça que opera por meio da revelação de Deus através da criação age capacitando o coração humano a ter fé e obedecer esta fé, fé em Cristo Jesus. A graça que opera por meio da criação e por meio da Lei é resistida pelo homens; a graça que opera pela capacitação do Espírito Santo através da mensagem do Evangelho da Graça de Deus é irresistível. E é esta fé que comunica a verdade de Deus que opera a salvação de pecadores. Não são duas graças, mas uma graça somente e é somente pela graça que a Igreja em Roma estava salva, que eu sou salvo e qualquer um pode ser salvo.

A graça que opera pela capacitação do Espírito Santo através da mensagem do Evangelho da Graça de Deus é irresistível.

Ora, sendo a fé o único dom e capacidade que o homem deve exercer segundo a exigência de Deus, e ainda sendo a fé oriunda de Deus e para Deus, é somente pelo querer de Deus que alguém é salvo.


Portanto, o perdão dos pecados, o livramento da Ira de Deus e a unidade do povos na Igreja são possíveis somente pela fé que há somente em Cristo Jesus, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para nossa justificação”.


Concluo que a graça vem primeiro porque é nela que conhecemos os atributos e o amor de Deus e somos “justificados gratuitamente”. A Justiça de Deus exige que o pecado seja vingado, a mesma justiça impede que Deus seja infiel, demonstrando isso através do seu profundo amor que não falha (c.f. Jo 3.16-21).


Ressalto que a vontade de Paulo para os crentes em Roma – que era a mesma vontade de Deus para eles – foi que eles entendessem que todos são responsáveis e responsabilizados pelos pecados e pela morte, conduzindo os crentes na fé na Graça de Deus, por meio de seu Filho Jesus, Senhor e Cristo.


Deus te abençoe sempre!



📘 Leitura complementar:


HC 169 - Oh Porque Jesus me ama (PLM)


Acompanhe este hino através


Refrão:

Oh, por que Jesus me ama?

Eu não posso te explicar

Mas a ti também te chama

Pois deseja te salvar



Próximo post: Há alguém que Deus não queira salvar?



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