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A Corajosa Humildade de Maria

  • Foto do escritor: Romulo Sousa
    Romulo Sousa
  • 20 de nov. de 2025
  • 5 min de leitura

Baseado no Evangelho de Lucas, capítulo 1.


Maria em Nazaré
Maria em Nazaré / Lovart


Olá! Eu sou o Pr Romulo Sousa e convido você a uma reflexão impactante e esclarecedora.


Nos tempos do rei Herodes, governador de Judeia o anjo Gabriel apareceu a Maria e resumidamente disse a ela que era daria a luz ao Filho de Deus, o Rei Eterno sobre a casa de Deus e sobre o povo de Israel, concedido pelo Espírito Santo, confirmando a descendência de Abraão para sempre. Em outras palavras, ela seria mãe do Filho de Deus, o salvador do judeus e dos homens, mãe de Deus.


Maria não era santa porque nasceu sem pecados; era santa porque andava na Palavra de Deus, andava com Deus”. Ela acreditava nas promessas de Deus ao seu povo Israel. Confira Lc 1.46-55 e Mt 1.20-23. Quando o anjo saúda Maria com a frase: "Salve agraciada! O Senhor é contigo”, ele estava dizendo que o que estava para ser dito, não provinha das obras de Maria, ou que ela merecia ser “mãe de Deus”, ou ainda porque nasceu sem pecado. Em outras palavras, o que Deus estava para fazer era simplesmente porque ela a escolheu, como está escrito: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e compadecer-me-ei de quem eu me compadecer”, (Dt 33.19). Ao lado disso, a expressão “mãe de Deus” não está na Bíblia; é a partir do Concílio Constantinopolitano que entra em vigor uma nova fase na história do cristianismo. Se Maria é mãe de Jesus, Maria é mãe de Deus, grosseiramente falando. A proposta do concilio tinha como objetivo o Filho de Deus, que é Deus por ser da mesma substancia de Deus Pai, e totalmente homem, da substancia dos homens através de Maria. Assim o único que assumiu duas naturezas sem que sem misturassem, nem suplantando e nem anulando foi e é o Senhor Jesus Cristo. Confira Mt 1.20-23. Há quem a aposte no raciocínio: “Jesus é Deus, Maria é mãe de Jesus homem”.


“terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e compadecer-me-ei de quem eu me compadecer”, (Dt 33.19).

Retornando, Maria tendo consciência disso, ela canta: “a minha alma engradece ao Senhor…, meu Salvador”. Quem precisa de salvação senão os pecadores? Quando o anjo Gabriel entrega a Maria as palavras de Deus, esta declara: “eu sou a serva do Senhor; que aconteça comigo o que você falou”. Segundo a lei todo adúltero é digno de morte. Os registro do Apóstolo Mateus deixa claro que José intentou deixar Maria, mas o anjo do Senhor impediu. Na corajosa humildade, ela se entrega a Deus, mesmo correndo o risco da vergonha do escandalo e da morte! Para alguém que nunca viveu experiência como aquela, tão pouco recebera uma responsabilidade daquela grandeza, ela precisou ser ao mesmo tempo serva e guerreira, submetendo-se a Deus e não temendo o que no futuro iria enfrentar.


O anjo do Senhor garantiu: “porque para Deus nada é impossível”; isto inclui o próprio Filho de Deus.


Examinando a Escritura temos:


1. Maria é digna de ser honrada. Isabel disse: “… que grande honra é para mim receber a vinda da mãe do meu Senhor”.


2. Maria é digna de ser imitada. Lucas registra: “eu sou a serva do Senhor, que aconteça comigo o que você falou”.


Homens e mulheres de Deus, tornaram-se amigos de Deus por causa da fé Jesus Cristo, como diz o escritor aos Hebreus:


“³³... Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, ³⁴ Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. ³⁵ As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; ³⁶ E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. ³⁷ Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados ³⁸ (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. ³⁹ E todos estes, tendo tido testemunho pela fé…”, Hb 11.33-39.


Todos estes, antes, durante e depois de Maria, incluindo a própria Maria, clamaram com suas próprias vidas: “sede meus imitadores, como eu sou de Cristo”.


Concluo que “todo o que se aproxima de Deus”, tem que está disposto a andar como ele andou, como também, andaram Paulo, Pedro, José, Davi, Abraão e outros milhares de crentes do passado e do presente, que não tiveram e não têm as suas vidas mais que preciosas, contanto que pudessem cumprir a carreira e o ministério que receberam do Senhor Jesus Cristo.


Que nós possamos ser imitadores, como eles foram imitadores de Deus.


Ressalto alguns pontos da teologia católica romana, que muito se afastou das doutrinas salientares da fé:


1. O Papa com seus co-líderes assumiram a posição de que a Bíblia – como seus 66 livros - não é a única fonte confiável dada diretamente por Deus desde os tempos antigos para que o seu povo ande nela. Assim, eles nunca ensinarão que tudo que o pecador precisa conhecer e crer está contido na Bíblia. Repito: nunca!. Problemática: todo o que se declara cristão pode crer no que quiser, sem contudo deixar de crer na Bíblia;


2. Corrompendo a fonte principal da revelação de Deus ao homem no quesito salvação, tudo o mais pode ser diminuindo, aumentado, retirado e acrescentado. Por vezes, os embates teológicos entre católicos e protestantes são vencidos pelos protestantes porque estes últimos reafirmam autoridade e suficiência na Bíblia. Portanto, a Igreja Romana é tida como uma seita, um afronta a Deus, carregando consigo muitas blasfêmias;


3. A perfeição, a virgindade perpétua, a assunção e co-redenção em Maria é aceita pela Igreja Romana baseada não violação direta da revelação de Deus contida na Bíblia, ora pelos seus membros, ora pelos líderes. Os Evangelhos deixam claro que: a) Maria declarou sua origem pecaminosa afirmando Deus como seu Salvador; b) José não conheceu Maria até que seu Filho (Jesus) nascesse; c) que Maria e José tiveram uma família numerosa; d) que a família de Deus são todos os que ouvem a sua palavra e a guardam; e) Maria vai sendo deixada de ser mencionada na Bíblia porque a Salvação, o Reinado e o Senhorio é somente em Jesus Cristo, que é o único que morreu, ressuscitou e está a direita da Majestade nas alturas, com o propósito de esclarecer que Ele é o autor e consumador da fé, e somente Ele; e f) seja explicito ou implícito, a leitura e compreensão dos textos não permitem em nenhum lugar, que se aceite o culto a Maria como co-redentora, co-intercessora e co-milagreira. Não!


4. Para fazer parte da Igreja Romana, você não pode crer 100% na Bíblia e você é obrigado a cultuar Maria. Não tenho fé suficiente para ser católico romano;


5. É impossível a redenção da Igreja Romana. Mas é possível a salvação de alguns dos seus filhos, pois, Deus tem os seus escolhidos do meio dela. As vidas de minha mãe e a minha são testemunhas disto;


6. Muitas igrejas evangélicas decidiram embarcar no Navio Romano quando seus líderes semelhantemente corromperam o ensino da Bíblia para impor suas próprias crenças. Este navio está preste a colidir com o iceberg do Juízo de Deus e está próximo de afundar.


Oro por você para que Deus abra o seu entendimento e anime você para o caminho que está diante de ti. Se você não é discípulo do Senhor Jesus Cristo, oro para que o Espírito Santo mude o seu coração, e lhe dê fé em Deus e você seja perdoado e salvo. Amém.



Próximo post: É Preciso ter "muita" Fé para ser Católico Romano




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